Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade

ÀS MARGENS DA PR-445`- Nada mudou após morte de idosa

Paulo Monteiro
NOSSODIA
10 nov 2016 às 09:20

Compartilhar notícia

fotos: Paulo Monteiro
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade


A morte de Lourdes Canuto, de 77 anos, foi em vão. Pelo menos até o início desta semana, nada mudou no cruzamento da rua Marechal Hermes da Fonseca, a metros da PR-445, em Cambé. A idosa morreu há pouco mais de sete dias, após ser atropelada por uma motociclista enquanto caminhava tentando chegar ao ponto de ônibus. No mesmo local, os pedestres continuam desorientados de um lado para outro diante dos veículos. Comerciantes e moradores da via, que possui um trânsito intenso, contabilizam mais de 15 atropelamentos nos últimos anos. Idosos são os principais alvos. Um novo acidente pode ser registrado a qualquer momento. A comunidade exige reforço na sinalização e redutores de velocidade.
Segundo testemunhas, dona Lourdes, que seria moradora do bairro, ainda foi socorrida pelo Siate depois de ser atingida, mas morreu por volta das 20 horas de quinta (3). A condutora da motocicleta, de 30 anos de idade, foi encaminhada para a Unidade de Pronto de Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, em Londrina, com ferimentos leves. No local do acidente não há sequer uma faixa de pedestres.
Morando há 38 anos no Jardim Novo Bandeirantes, o aposentado Adão Aparecido da Silva, de 78 anos, relata como é atravessar a pista até o ponto de ônibus. "Um pesadelo. Principalmente para nós, idosos. Não conseguimos atravessar correndo. É muito perigoso, tem pessoa que tropeça e cai no meio da rua. O carro passa por cima", relata Silva após chegar ao outro lado da via sem sofrer ferimentos. "Foi por pouco. Ninguém respeita os mais velhos. Não tem quebra-molas, faixa de pedestres. Só tem semáforo sobre a PR-445, mas os motoristas não param", lamenta o pioneiro do bairro.
A dona de casa Aparecida Carneiro vive com a família em uma residência em frente ao local do acidente. Enquanto varre a calçada, na última terça, dá detalhes sobre o trecho perigoso da rua Marechal Hermes da Fonseca. "Os motociclistas são os mais imprudentes, causam vários acidentes. Sei bem o perigo que é andar por aqui", detalha ela, acrescentando alguns dos problemas enfrentados pela população. "Do outro lado da rua, por exemplo, não há calçamento. As pessoas caminham no asfalto e ficam ainda mais vulneráveis a atropelamentos", observa Aparecida.

fotos: Paulo Monteiro
fotos: Paulo Monteiro

O aposentado Adão Silva diz que cruzar a rua para chegar ao ponto de ônibus "é um pesadelo"

‘Já assisti a mais de 15 atropelamentos’
Sempre atento ao vaivém da via, o comerciante José Dias explica que, infelizmente, não se surpreende mais com a grande quantidade de atropelamentos. "Quase todos dias os têm. O movimento de pedestres e veículos é muito grande para esta rua, que é estreita. Não possui nem acostamentos", diz o comerciante. "Trabalho aqui há um bom tempo. Já assisti a mais de 15 atropelamentos neste pedaço. É bem comum esse tipo de acidente, infelizmente", conclui o comerciante, que possui uma banca de jornais no bairro. (P.M.)

Sem projeto
A reportagem entrou em contato com o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos de Cambé, Osmarino Manzoni. Ele admitiu que ainda não há um projeto para a instalação de placas para melhorar a sinalização e pinturas horizontais para alertar pedestres e motoristas. Segundo o secretário, a construção de redutores de velocidade, como quebra-molas e faixa elevada para pedestres, também depende de projetos. Mesmo assim, Manzoni garantiu que iria até o local do acidente avaliar a situação e, se possível, buscar uma medida paliativa para reforçar a segurança dos pedestres e motoristas. (P.M.)


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas